Slump Test

Slump Test

O Slump Test é um método de análise da consistência do concreto, também conhecido como “ensaio de abatimento de concreto”, que mede a consistência do concreto a ser utilizado em sua obra.

Um dos principais fatores de trabalhabilidade do concreto é a consistência, pois ela possui características inerentes ao concreto, relacionando-se com a coesão dos componentes e mobilidade.

Para realizá-lo o Slump Teste deve-se colocar uma massa de concreto dentro de uma forma tronco-cônica, em três camadas igualmente adensadas, cada uma com 25 golpes em espiral (caracol) de fora para dentro da forma, depois de assentar cada camada, você deve retirar o molde lentamente, levantando-o verticalmente e medir a diferença entre a altura do molde e a altura da massa de concreto depois de assentada.

O Slump Test indica parte da trabalhabilidade, entretanto, ela não está relacionada somente a consistência do concreto, dependendo também dos métodos adotados para transporte, lançamento e adensamento do concreto e das características da obra, ou seja, é necessário que o engenheiro ou arquiteto da obra possa indicar o Slump necessário para sua construção.

Ao realizar a compra do concreto usinado converse com a equipe responsável pela sua obra (engenheiro, arquiteto e/ou encarregado) para saber qual Slump deve ser utilizado, caso tenha dúvidas entre em contato com a equipe da G10 Concreto que está apta para auxiliá-lo.

Dica importante: Não é aconselhado adicionar mais água no concreto para “aumentar o Slump”, pois irá alterar as características do concreto e podendo diminuir sua resistência, na G10 Concreto a relação de água e cimento é estabelecido por profissionais especializados, tornando o nosso concreto usinado com excelente qualidade e com o Slump adequado para sua obra.

Juntas de Dilatação em Pisos de Concreto e suas Manifestações Patológicas, o que são e para que servem?

Juntas de Dilatação em Pisos de Concreto e suas Manifestações Patológicas, o que são e para que servem?

Juntas de dilatação serradas em pisos de concreto são fundamentais para permitir as movimentações do concreto e a adequada transferência de carga entre as placas, assegurando o seu nivelamento e qualidade do piso. Todo piso industrial em concreto está sujeito a tensões devido a diversas causas.

Uma das manifestações patológicas que ocorrerem nos pisos de concreto são as fissuras, elas podem ser tanto transversais quanto longitudinais e a causa está ligada a retração volumétrica (autógena), plástica, por secagem ou hidráulica, química e térmica.

O processos construtivo utilizado atualmente prevê a concretagem em faixas limitadas em sua largura pelas juntas longitudinais de construção. Logo após o processo de acabamento do concreto (polimento), deve – se iniciar o corte das juntas transversais de retração, também conhecidas como juntas serradas. O melhor momento de início dos cortes transversais devem ser entre 10 horas e 24 horas após o lançamento do concreto, porém, existe um grande variação de acordo com o tipo de cimento, temperatura ambiente, relação água/cimento, tipos de aditivos entre outros fatores. O corte deve ter uma profundidade da ordem de 1/3 da espessura do piso, recomendando – se no mínimo 40 mm.

Seguindo estes processos de execução, o piso executado terá maior durabilidade e menor incidência de fissuras.

Veja algumas dicas úteis para a execução dos pisos:

  • Faça o planejamento adequado dos cortes antes de começar a ser executado;
  • Use serras adequadas (diamantadas);
  • Observe que nas juntas transversais, a profundidade ideal é de 1/3 da espessura do concreto;
  • Após a concretagem, realizar a cura adequada no concreto.

Por fim, cabe dizer que é preciso ter um profissional competente e devidamente qualificado para realizar este tipo de serviço, pois esse procedimento é fundamental para uma maior durabilidade do seu piso de concreto.

Fatores que podem influenciar a qualidade do concreto

Fatores que podem influenciar a qualidade do concreto

O concreto dosado em central (CDC) é o resultado da mistura em proporções adequadas (dosagem) entre um aglomerante, no caso o cimento, de agregados (pedra e areia), água, aditivos (plastificantes, super-plastificantes, etc) e adições (fibra de aço, fibra de polipropileno, etc). A mistura desses insumos precisa atingir um resultado específico, ou seja, um fator característico de resistência à compressão (fck) desejado, bem como, seu abatimento (slump), no caso, a trabalhabilidade e consistência (plasticidade) do mesmo suficientes para as operações de manuseio, transporte e lançamento.

Para que a mistura que você vai produzir tenha os resultados especificados é preciso observar os seguintes pontos:

  • A qualidade de cada um dos materiais que vai compor a mistura (granulometria dos agregados, resistências dos agregados, densidade dos mesmos entres outras);
  • Proporções de dosagem: deve-se considerar a relação entre as quantidades de cimento e de agregados, agregados graúdo e miúdo, de água, aditivos e adições se necessário;
  • A qualidade final da mistura (concreto) e os fatores que podem alterá-la, ou seja, o clima e a umidade no local.
  • Cura: a hidratação do cimento continua por um tempo bastante longo, é importante não negligenciar isso.

Vamos conhecer um pouco melhor cada um dos ingredientes dessa mistura.

 

Cimento

O cimento Portland é um material pulverulento, constituído de silicatos e aluminatos complexos (Clínquer), e adições que distinguem os diversos tipos existentes, como a Pozolana, a Escória de Alto Forno, o Fíler, o Gesso, entre outros, que, ao serem misturados com a água, hidratam-se, formando uma massa gelatinosa, finamente cristalina. Esta massa, após contínuo processo de cristalização, endurece, oferecendo então elevada resistência mecânica.

 

Agregados

Como agregados podem ser usados diversos tipos de materiais, desde que eles não influenciem nas características principais do concreto, geralmente são utilizados para se obter características específicas para a mistura final. Esses elementos podem ser encontrados na natureza ou produzidos artificialmente, são eles:

  • Areia Lavada;
  • Areia Artificial;
  • Cascalho de rio (Seixo);
  • Pedras Britas de Basalto;
  • Areia de britagem (Pó de Pedra), obtidos de pedreiras, etc.

 

Água

Quase todas as águas naturais se mostram adequadas para a produção do concreto, não se deve usar água do mar devido seu ph ser ácido, ou seja, ter alto teor de sal. Como o concreto é um produto alcalino (ph alto), a utilização dessa água causa uma diminuição em seu PH causando a despassivação das armaduras, ou seja, perdendo sua capacidade de proteção das mesmas e consequentemente causando sua corrosão. Em relação à água é preciso observar que quanto menor for o teor de água, maior é a resistência do concreto, porém, deve-se estabelecer uma relação entre os dois, obtendo uma proporção ideal, para que se tenha um concreto com trabalhabilidade e resistência, esta relação entre a água e cimento denomina-se fator a/c.

 

Aditivos

Há ainda outros insumos que podem ser acrescentados à mistura, são eles:

  • Plastificantes;
  • Superplastificantes;
  • Hiperplastificantes;
  • Incorporadores de ar;
  • Retardadores de pega;
  • Aceleradores de pega;
  • Pigmentos entre outros.

Os aditivos tem a capacidade de alterar propriedades do concreto em estado fresco ou endurecido e apesar de estarem divididos em várias categorias, os aditivos carregam em si dois objetivos fundamentais, o de ampliar as qualidades de um concreto, ou de minimizar seus pontos fracos.

Como exemplo, podemos dizer que sua aplicação pode melhorar a qualidade do concreto nos seguintes aspectos:

  • Trabalhabilidade;
  • Resistência;
  • Compacidade;
  • Durabilidade;
  • Bombeamento;
  • Fluidez (auto adensável).

E pode diminuir sua:

  • Permeabilidade;
  • Retração;
  • Calor de hidratação;
  • Tempo de pega (retardar ou acelerar);
  • Absorção de água.

Sua utilização, porém, requer cuidados. Além do prazo de validade e demais precauções que se devem ter com a conservação dos aditivos é importante estar devidamente informado sobre o momento certo da aplicação, a forma de se colocar o produto e a dose exata.

Todos os processos citados acima devem estar de acordo com as Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Veja algumas Normas Regulamentadoras que tratam dessa questão e ajudam a criar critérios para a fabricação e utilização do concreto:

  • NBR 7212:2012 “Execução do Concreto Dosado em Central – Procedimentos”.
  • NBR 6118:2014 “Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimentos”.
  • NBR 7217 “Agregados – Determinação da Composição Granulométrica”.